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3 coisas plásticas que você pode simplesmente recusar

Eu me sinto vitoriosa nos dias em que volto da rua – da feira, do mercado, do centro – sem nenhuma embalagem de plástico que já não estava comigo quando saí de casa, ou sem ter usado (e descartado) alguma coisa de plástico (sou viciada em água com gás e, logo, culpadíssima no quesito garrafinhas). Mas nem sempre eu consigo. Às vezes eu esqueço de devolver para a bolsa a sacola retornável que deveria estar sempre lá. Então, se paro no super antes de voltar pra casa, acabo usando uma sacolinha de plástico. Em um mundo construído em cima do plástico, é difícil atingir a perfeição quando se trata de parar de utilizar esse material. O plástico está em absolutamente tudo, e a gente sequer se dá conta ou pensa nisso. Mas essa é uma das “normalidades” da vida que precisam ser desconstruídas.

Da próxima vez que estiver na padaria fazendo um lanche ou tomando um cafezinho, desligue o automático e pense. Algumas coisas são completamente supérfluas e podem ser dispensadas em quase 100% das situações. Diga não para:

plasticoCanudo. Pra que canudo, ó, céus? Beba no copo (de vidro), na garrafa, na lata. Ah, mas e se for água de coco? Bem, na última viagem para a Bahia eu usei UM canudo. E depois levei ele na bolsa todos os dias comigo para a praia. É pior ainda quando o canudo vem embalado. O inferno deve ser feito daquele pastiquinho que envolve o canudo e que vai parar invariavelmente na areia – e depois no mar.

 

plasticoColherzinha para café. Você pede um café na padaria e junto vem aquela coisiquinha de plástico meio quadrada, nem chega a ser uma colher, para misturar o açúcar. Você pode: a) devolver e pedir para o atendente uma colher de metal, aproveitando para fazer um discurso e contar para ele, os colegas dele, o gerente da padoca e os outros frequentadores sobre sua cruzada anti-plástico; b) devolver, mexer o café chacoalhando a xícara (principalmente se você não adoça), e fazer o tal discurso também. Mas, que bom: algumas cafeterias já estão oferecendo um palito de madeira no lugar das infames colherzinhas.

plasticoCopo. Ah, não me diz que você precisa de copo? Não precisa. Beba direto na garrafa ou lata. Se precisar mesmo, peça um copo de vidro. Se você tem costume de consumir na rua bebidas que não vêm embaladas (água do bebedouro, café passado em escritórios etc), acostume-se a carregar sempre contigo uma garrafinha e/ou uma caneca de metal ou plástico mais resistente e duradouro. Em São Paulo, a UMAPAZ – Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz – avisa, nos e-mails que convocam para os eventos, que o cidadão deve levar sua caneca, pois não oferecem copos plásticos para a água dos bebedouros.

Acostume-se. O mundo está mudando.

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Para mais dicas sobre como diminuir a quantidade de produtos inúteis da sua vida, siga o blog Um Ano Sem Lixo.

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