corredor vegano crudívoro

Conheça Léo Luz, maratonista vegano crudívoro

“Temos que revolucionar o cotidiano e cotidianizar a revolução. Mas põe entre aspas porque alguém já disse isso”, avisa o maratonista vegano Léo Luz – que também atende por “Rinoceronte do Cerrado”, como vim a descobrir quando encontramos seu amigo Tiago “Gorila”. O que acontece que esses dois maratonistas têm nomes de grandes animais herbívoros? Eles são veganos – e, como os bichos inspiradores dos apelidos, se exercitam e comem muito!

Conheci Léo pelo Instagram e me chamaram a atenção tanto suas fotos correndo em meio à natureza quanto suas leituras e ideias, em posts bonitos e inspirados. E, é claro, suas fotos de comidas – lindas, vivas, coloridas. Léo se alimenta de frutas, castanhas, leites vegetais, hortaliças, verduras, brotos, suco verde – e muuuuuuito caldo de cana para impulsionar os treinos. É vegano há 11 anos, mas era do tipo vegano trash food. O crudivorismo começou em um retiro de yoga, em que eram servidos apenas pratos vivos. Ao voltar pra casa, ele pensou: “E agora? Volto para aquela comida?”. Não voltou. “A energia com a comida vida é algo muito louco. A alimentação crudívora tá em sintonia com o ar que a gente respira, com o sol que a gente sente na pele”.

A corrida também entrou na vida do Léo através do yoga. Ao meditar em silêncio por quinze dias, em uma chácara no meio da natureza, começou a sentir vontade de correr. Foi a primeira coisa que fez quando chegou em casa. “Correr é espiritual, é meditação. Mostra muita coisa sobre dores, ignorância, ajudar os outros”. Ele conta que atinge estados mentais (ou espirituais) muito profundos quando corre. E agora Léo corre descalço, por influência de Jamil Nascimento, colega da equipe Força Vegana.

A tendência iniciou a partir da divulgação do povo Taraumara, do México, no livro Nascido para Correr, de Chris McDougall. Segundo estudos, correr descalço traz uma série de benefícios – como a diminuição do risco de lesões. Mas, para Léo, o correr descalço diminui também a distância social entre os participantes de provas. À princípio, é um esporte muito barato: é só sair de casa e sair correndo. No entanto, o mercado é muito tentador para o iniciante ou o que quer alta performance. Tem muito produto, consumo, e tênis que podem chegar a custar mil reais. “Correr descalço é um modo de inclusão. Quebrar a elite que tem Garmin e tênis caro”. Quem precisa de um tênis de mil reais, gente?    

Léo mora em uma chácara na zona rural de Brasília, corre na bela paisagem do cerrado, acorda cedo para dar aula de yoga, e acredita em encontros presenciais em que são trocados abraços apertados. Tive essa oportunidade em um dia ensolarado no Parque da Cidade, em Brasília. No final do encontro, debaixo de uma árvore e pisando na grama, tivemos um momento de apreciação e agradecimento. “Olha o sol, essa energia que chega aqui pra gente exatamente equilibrada, pra fazer as plantas crescerem. Sente a respiração. Olha a vida: é maravilhoso”.

E juntos chegamos a uma conclusão: ainda somos poucos, mas somos mais do que éramos ontem <3

 

(a frase que abre o texto é da banda anarcopunk Execradores)

(e eu sou muito sortuda nos encontros da vida 🙂

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