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Falando de agricultura urbana em Durango

Por um desses insondáveis desígnios do universo, acabei dando uma palestra sobre agricultura urbana em Durango, no norte do Mexico. Acabou que eu fui a catalisadora de encontros entre pessoas que querem a mesma coisa mas não se conheciam. Eu não sou mais sabida que ninguém lá, devo ter ensinado só uma coisa ou duas (e aprendi muito mais), mas o mais importante foi que se reuniram — com o objetivo aparente de me ver falar, mas com um resultado bem mais impactante.

O que vi foi um monte de gente interessada em agricultura como forma de resistência. Me impressionou a consciência da ancestralidade que eles têm. No final da minha fala, as perguntas e comentários dos participantes deram uma amostra da vontade de retomar a potência criativa,  produtora e autônoma que ao sistema não interessa que o povo tenha.

Como disse o Jaguar, “nos tiraram o maíz (milho), uma coisa tão tradicional que foi parar nas mãos da indústria alimentícia”. Hoje o milho é uma das principais monoculturas do mundo.

Mas o professor Torres observou: “não se come petróleo. As cidades que vão sobreviver são as que plantam”. E antes, completou, todo mundo plantava em Durango. Todo mundo tinha seu alimento, ainda que em quantidades pequenas, nas suas casas, em vários lugares da América Latina.

Quão perverso: fazem as pessoas pararem de plantar e as fazem comprar. E a desejar as porcarias industrializadas vendida nas lojas. A indústria investe pesado na perda do conhecimento: a alienação. Não sabemos fazer mais nada, dependemos de tudo.

Mas a gente resiste. E vamos retomar nossa força.

Gracias por esse aprendizado, Durango!

Olha o videozinho sobre minha estadia lá:

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